Anistia dos pares


A partir desta leitura fica estabelecido que quando o amor acabar todas as dívidas estão quitadas. Como o amor não terá superávit, o déficit também está suprimido. Sem lucro nem prejuízo.


Se alguma das partes disse que faria algo e não fez, não a cobre na próxima esquina em que se encontrarem. Aliás, não atravesse ao seu encontro muito menos mude o lado da calçada. Ninguém deve mais nada a ninguém.


Pode ter sido o projeto de uma viagem, de um presente ou até mesmo de um bolo. Não cobre nem se sinta cobrado. Tudo (o amor e as contas) acabou.


E se foi uma promessa? Há quem diga que promessas não podem ser quebradas. Mas se o amor quebrou do que adianta tentar colar os cacos de algo que os dois querem mais que vá para o lixo? Lembre-se de que o corte não ocorre na queda do copo mas no momento da limpeza.


Então é preciso cuidar antes que ele escorregue. E, se, por desventura, nenhum dos dois conseguiu, os culpados estão perdoados, a anistia está dada e a carta de alforria já foi liberada.


A raiva pode afirmar que só um dos dois foi bom zelador. Mas quando o trabalho é em dupla, a falha é igualmente dividida entre os pares. Não houve sincronia. E ela era a questão.


Na próxima, o aprendizado possibilitará que você maneje melhor o amor em suas mãos. No entanto, lembre-se também de que a mais experiente copeira volta e meia ainda espatifa sem querer um copo.


Imagem: http://pt.freeimages.com/photo/broken-heart-1244792



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